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    PASTORAL EPISCOPAL ABRIL 2016.

 

SEGUINDO OS PASSOS DE JESUS NO CAMINHO DO DISCIPULADO

 

  No último domingo de páscoa, dia 27 de março aqui na Rema, foi o domingo que denominamos DIA D, o dia que marca o início do funcionamento das Casas de Paz como estratégia de GANHAR milhares de vidas para o Senhor Jesus, levando o Evangelho da paz a todos os lares que se abrirão para esta finalidade.

Essa estratégia inverte uma antiga prática da Igreja no processo de evangelização. Antes éramos motivados a levar alguém (um parente, amigo ou vizinho) na igreja para ser evangelizado. Nesta prática, nos oferecemos para ir onde às pessoas estão, nas suas casas, exatamente como Jesus fazia. Indo ao encontro das pessoas necessitadas e abertas para ouvir e receber o evangelho das boas novas.

Este período entre a páscoa e pentecostes é muito especial para nós Metodistas da Rema, o povo do coração aquecido e apaixonado por vidas. Nesse tempo, compartilho com você a palavra que se segue:

"Um ministério de presença por meio do cuidado pastoral não é tão caracterizado pela habilidade, conhecimento ou técnica do pastor, mas muito mais pela maneira como o ministro lida uns com os outros. É um ministério baseado no ser, não apenas no fazer... Eu devo me livrar da Marta incessantemente ocupada e deixar sua irmã Maria ser a anfitriã. Meu primeiro ato de engajamento com outra pessoa não deve ser de autoafirmação, mas de criar um espaço onde o outro se sinta aceito e valorizado" (Brita Gill - professora de psicologia pastoral na Andover Newton Theological School, nos EUA) Extraído do livro “O Coração do Pastor”- Abe Huber.

“Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvidos e vos anunciará as coisas que hão de vir”, João 16. 12 -13.

Nós somos discípulos/as de Jesus! É certo que Ele usou e tem usados pessoas para fazer discípulos e discípulas para Ele e normalmente chamamos essas pessoas de nossos discipuladores, ou dizemos que somos discípulos dessas pessoas. Não é uma forma muito correta de se expressar, mas entendemos que se está falando do discipulado de Jesus. Ele é o nosso modelo, nosso referencial e estilo de vida.

O chamado para o discipulado é sempre desafiador e muitas vezes esses desafios se tornam tão duros, que nasce no nosso coração um desejo de desistir. Isso aconteceu com alguns discípulos de Jesus, inclusive alguns desistiram mesmo. “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com Ele. Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos criado e conhecido que tu és o Santo de Deus” João 6.66 a 69.

      Se não crermos que "só Jesus tem as palavras de vida eterna", também vamos desistir, especialmente porque além de discípulos/as, temos o chamado para pastorear o seu rebanho.

O discipulado de Jesus é relacional, como já sabemos, e por isso enfrentamos muitos problemas e perigos. Jesus enfrentou problemas: Um discípulo o traiu, outro o negou e outro não creu na sua ressurreição. Podemos afirmar que dos doze que ele chamou para andar mais perto dele, teve problema com 25% dos discípulos.

Os perigos são muitos, mas os principais dentre outros são: Fazer o discípulo/a para mim mesmo e não para Jesus; interferir na vida do/a discípulo/a de tal maneira que o/a torne inteiramente dependente de quem o estar discipulando; envolvimento emocional independente de ser homem ou mulher e ciúme entre discipulador/a, especialmente quando o/a discípulo/a tem um grande crescimento no seu ministério. Nestes casos, na prática, infelizmente tem havido muitas divisões. Precisamos ter bastante cuidado, mas esses problemas não podem ser limitadores.

Podemos afirmar que a principal característica do discipulado é a formação do discípulo. Sei que esta afirmação é uma redundância, mas preciso fazer isso para deixar bem claro, com a finalidade de demonstrar que muitas coisas que temos chamado de discipulado não é discipulado, pois tais práticas não têm formado ninguém, e o que é pior, muitas vezes tem deformado.

É com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes. “E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos” Marcos 4. 33 – 34.

A formação é estratégica, pois discípulos/as mal formados ou "deformados" irão influenciar negativamente na vida de outras pessoas.

A prática do discipulado exige muita disciplina e tempo, quem não está disposto a investir (não gastar) muito tempo no discipulado não deve nem começar, pois, formar pessoas demanda muitos investimentos, principalmente tempo. 

Jesus investiu três anos de dedicação exclusiva, 24 horas por dia neste trabalho, e o resultado todos/as nós já conhecemos.  

Então pastor/a, muita disciplina com o seu tempo e perseverança no seu ministério, é a minha palavra para você este mês de abril.

Tenha um mês abençoado junto a sua família e igreja, com uma grande colheita para honra e glória do nosso Mestre, Jesus Cristo o Senhor dos senhores.

 

Seu companheiro e pastor na obra missionária,

 

Carlos Alberto Tavares Alves

Bispo Missionário – Região Missionária da Amazônia.

 

 

     




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